foto: jaime.silva@flickrExcelente trabalho.
Para o conhecimento da Freguesia e em particular do seu valor histórico-patrimonial é um documento fundamental.
Recomendo em particular o capítulo "V - AS QUINTAS" onde se pode avaliar da importância destas unidades multi-valenciadas na composição urbana da nossa zona.
A proposito transcrevo um texto de uma entrevista ao Prof. Arquitecto-paisagista Gonçalo Ribeiro-Telles, de 2000:
“Há um outro estudo, muito importante, “A Essência do Jardim Português”, um doutoramento da Prof. Aurora Carapinha. Este trabalho vem levantar o problema que é a essência do jardim português, do que é a quinta, e vem levantar, ainda que não directamente, outro problema. É que as cidades portuguesas são um caso único em que existem subúrbios que não apenas um alastramento caótico do tecido urbano.
Existem ainda fortes reminiscências do tecido rural ?
Não é do tecido rural, é do tecido suburbano. Aurora Carapinha refere que as cidades portuguesas, tanto no Porto, como em Lisboa, como em Évora – quanto mais vamos para sul mais esse fenómeno é vincado – têm um anel envolvente de quintas de recreio que não podem existir sem a cidade, nem a cidade sem as quintas. O anel envolvente de Lisboa, aquilo a que se chamava o Termo de Lisboa e que actualmente é o seu subúrbio, era uma sucessão de quintas que aliavam ao recreio o uso lúdico e gozo de amenidade de lugares e percursos. O mesmo não sucedia no resto da Europa, cá mantinha-se simultaneamente a produção de frescos e fruta em hortas e pomares.”
Existem ainda fortes reminiscências do tecido rural ?
Não é do tecido rural, é do tecido suburbano. Aurora Carapinha refere que as cidades portuguesas, tanto no Porto, como em Lisboa, como em Évora – quanto mais vamos para sul mais esse fenómeno é vincado – têm um anel envolvente de quintas de recreio que não podem existir sem a cidade, nem a cidade sem as quintas. O anel envolvente de Lisboa, aquilo a que se chamava o Termo de Lisboa e que actualmente é o seu subúrbio, era uma sucessão de quintas que aliavam ao recreio o uso lúdico e gozo de amenidade de lugares e percursos. O mesmo não sucedia no resto da Europa, cá mantinha-se simultaneamente a produção de frescos e fruta em hortas e pomares.”
Voltando à Monografia; são seu Autores os Professores Doutora Rosa Ferreira e Mestre Fernando Lemos, a edição é da Junta de Freguesia do Lumiar, de 2008, capa dura, 422 páginas e um preço que já não existe: 5 (cinco) euros.
Altamente recomendável.


3 comments:
Parabéns pelo excelente blog, muito atento, pertinente e informativo.
João Vaz
Quanto à nova monografia...obrigada pela gentil apreciação sobre o nosso trabalho. Foram muitos anos de intensa pesquisa, mas afinal valeu a pena! O objectivo foi cumprido e hoje a população do Lumiar pode ver respondidas algumas das suas questões sobre a nossa formosa freguesia. gostei muito do vosso blog. Parabéns, se precisarem estou aqui para colaborar. Rosa T. Ferreira
Gostei do seu blog......Adoro saber o nome das árvores,principalmente as que planto....
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